quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Mãe solteira

 
Pra quem me acompanha no face ou no instagram sabe não é novidade que eu me separei... mas como não falei muito sobre isso aqui no blog é possível que quem só acompanha por aqui não saiba. Bem, me separei, ou terminei, que seja, já que nunca casei oficialmente. Demorei pra falar sobre isso ( 9 meses, uma gestação praticamente haha) porque não foi um termino simples e por motivos pequenos, e até hoje eu evito as vezes relembrar, eu e o pai do Nicolas sempre tivemos uma relação bem difícil e conturbada, chegou a um ponto que era impossível ficarmos juntos. O Nicolas se acostumou fácil a morar na casa da minha mãe (sim, voltei a morar na casa da minha mãe) porque sempre estávamos aqui e sempre passou muito mais tempo comigo que com o pai dele, mas isso não significa que não tenha sentido bastante falta do pai, nos primeiros dias chamava várias vezes por dia e sempre que os cachorros latiam lá na frente ele saia correndo pra ver se era o pai dele que tinha chegado, cortava o coração. Antes se ele via uma criança chamando alguém de pai na hora começava "dê papai?" "dê papai?" acho que inclusive essa foi a primeira "frase" dele: "Mamãe, dê papai nenê?", óbvio que eu me sentia super triste e culpada quando essas coisas aconteciam, mas por outro lado sempre pensei que por ele ser pequeno ia ser mais fácil se acostumar. E se acostumou mesmo, hoje em dia ainda acontece de ele chamar o pai dele de vez em quando, mas é bem mais difícil e é mais uma pergunta: "pai?" que eu geralmente respondo "tá trabalhando" "outro dia o papai vem", e ele entende e não pergunta mais. Percebo que ele repara em todas as crianças quando estão com os pais, ele olha uma criança com um homem e já pergunta: papai? querendo saber se é o pai da criança, mas por curiosidade mesmo pois hoje em dia não vejo sofrimento nele em falar isso, como no começo ele parecia sentir.
  Eu achei que apesar de tudo foi mais tranquilo do que eu imaginava, achei que iam me julgar bastante por ter me separado, que o Nicolas e eu sofreríamos muito mais, mas não, tive na verdade muito apoio, dos meus pais, amigos e até ex-sogros!
  Claro que nem tudo é um mar de rosas, apesar de eu sempre ter cuidado do Nicolas sozinha, eu não me via estando tão sozinha pois o pai dele estava ali comigo muitas vezes, depois que eu virei "mãe solteira" parece que o peso que já era sobre as minhas costas ficou ainda maior, principalmente na questão da educação, pois eu nunca me importei de cuidar do meu bebe, dar banho, comida, atenção, eu amo fazer isso, faço com carinho, mas na parte de educar confesso que fiquei muito confusa inúmeras vezes sem saber o que fazer e ter que lidar com isso sozinha, tem horas que não é fácil, nem um pouco, porque a responsabilidade de tudo em relação ao pequeno parece ser minha... Tem horas que não sei se bato, se converso, se coloco de castigo... Por outro lado com o tempo a gente vai acostumando e se adaptando a nova realidade.
  Foi difícil também o começo do namoro (é, outra novidade estou namorando hahaha), o Nicolas não queria aceitar de jeito nenhum... ele não podia chegar perto de mim que o Nicolas ia lá e batia nele hahahahaha, chorava quando a gente ia na casa dele, não queria nem falar com ele! mãezinho do meu pequeno <3 mas com o tempo ele foi se acostumando e hoje em dia se da bem com o meu namorado, ainda tem dias que o nico acorda virado e não quer nem saber dele, mas a maioria das vezes ele gosta, brinca e aceita numa boa! Graças a Deus eu e o Nico estamos felizes agora e ele cada dia mais inteligente e lindo!





Um comentário:

  1. Ia comentar que "Pena que encontrei este blog tão tarde, acho que nem funciona mais" mas não, estou com 34s, passo por uns perrengues as vezes com meu marido e a hora certa de encontrar este blog era essa mesmo. Obrigada ❤

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