terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Onde começa o machismo?

  Sábado eu e minha irmã, a dinda do little Nick, fomos em uma papelaria bem conceituada aqui da cidade para comprar algumas coisas que faltavam pro chá de bebe que seria no dia seguinte. Bem, essa papelaria é bem legal, pois tem uma livraria incorporada, resolvemos ir até lá dar uma olhadinha nos livros para bebe, já que o incentivo a leitura deve ser feito desde cedo.
   Ao entrarmos na livraria uma simpática moça, vejam bem uma moça, de uns 20 anos +/- nos atendeu. Então expressei meu desejo de ver livros para bebes, o que ela me pergunta?
- Bebe de qual sexo?
-Ahn? Eu não entendi moça, eu quero comprar um livro para bebes, por que você quer saber o sexo?
- Pra saber qual livrinho te mostrar!
- Mas pode me mostrar ambos, meu filho é menino mas não acho que isso tenha algo a ver.
Então ela me mostrou o livro suposto de "menina" era a história de um golfinho roxo, nem de princesas, nem de barbie nem nada, era um GOLFINHO ROXO. Por que meu filho não poderia ler um livro sobre um golfinho? Tá... Então eu pedi para ver o outro, que era supostamente "masculino". Gente, era um livro do Carros, não sei se vocês conhecem a história mas é apenas um carro de corrida que compete, não entendi porque ele deveria ser masculino. Então a moça falou:
- Menino não tem tanto problema esse livrinho do golfinho, se fosse menina que tinha problema que esse outro é do carros e não dá né, os pais não gostam.
- Nada a ver, pra mim, ambos são unissex.
Mas o que eu fiquei com vontade mesmo de dizer era: Em que era você vive? Mulher já dirige carro, sabia? E meu filho gostar de roxo não vai fazer ele se tornar gay.

Resumindo, levamos o livro do golfinho.

2 comentários:

  1. Nossa, concordo totalmente.
    Um dia eu tava com a minha afilhada e não queriam deixar ela brincar com uma caixa de colocar as formas geométricas, só porque o brinquedo tinha a forma de jacaré e era verde, ou seja, de menino.
    Eu fico revoltada...

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    1. Nossa nada a ver!! Em vez de deixarem as crianças serem apenas crianças... tem que estereotipar tudo!

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